B4 deslista ativo sustentável Máxima da Bolsa de Ação Climática

A B4 — Bolsa de Ação Climática informa a deslistagem do ativo sustentável Máxima (MAXIMA).
A decisão ocorre após um período de solicitações para atualização da documentação cadastral mínima do projeto ao longo de 2026. Durante esse processo, foram identificadas lacunas documentais relacionadas às áreas que compõem o projeto, além da necessidade de regularizações apontadas durante as auditorias.
Sobre o ativo Sustentável
O ativo sustentável Máxima foi lançado em 18 de julho de 2025, classificado como Crédito de Carbono do tipo Agronegócio, no mercado regulado.
De acordo com as informações disponibilizadas no momento de sua listagem, o ativo apresentava 519.454,000 tCO₂eq disponíveis, com ciclo de originação de 10 anos e origem vinculada à Máxima.
O ativo sustentável tinha como valor inicial informado US$ 51,44 por tonelada, com cotação apresentada de R$ 284,1494 por tonelada, conforme referência indicada no material do ativo.
Deslistagem e governança de mercado
Ao longo de 2026, a B4 realizou solicitações para atualização da documentação cadastral mínima necessária ao acompanhamento do projeto.
Durante esse período, o projeto foi apresentado como uma iniciativa que atua no mercado regulado. Até o presente momento, não houve avanço suficiente na identificação, clareza ou comunicação de informações que corroborassem o enquadramento do projeto como regulado ou que evidenciassem, de forma objetiva, seu estágio de desenvolvimento rumo à regulação.
O intervalo prolongado para atualização documental ao longo do ano representou um ponto de atenção para o acompanhamento do projeto e para a percepção de transparência, previsibilidade e segurança das informações disponibilizadas.
Além disso, o projeto era composto por um conjunto de diferentes áreas para as quais não foi entregue toda a documentação necessária. Durante a realização das auditorias dessas áreas, foram identificadas diversas necessidades de regularização ainda pendentes.
Esse cenário dificultou a realização de um acompanhamento documental e técnico completo das áreas e comprometeu a disponibilidade das informações necessárias para a continuidade adequada do ciclo de monitoramento.
Diante desse contexto, a manutenção do ativo na plataforma deixou de atender às condições necessárias para seu acompanhamento e monitoramento contínuo, levando ao processo de deslistagem do Máxima no dia 22/06/2026.
A decisão deve ser compreendida como um procedimento de governança e integridade do mercado, destinado a manter na plataforma apenas ativos sustentáveis cujas informações estejam em condições adequadas de acompanhamento, verificação e monitoramento contínuo.
Não renovação da custódia na B4, Bolsa de Ação Climática.
Com a não renovação da custódia, a Máxima deixa de integrar o conjunto de ativos mantidos sob custódia da B4.
A deslistagem não representa, por si só, uma avaliação sobre a existência, validade ou desempenho ambiental do projeto no mercado. A decisão está relacionada às condições de manutenção do ativo dentro da plataforma B4 e à continuidade de sua custódia.
Transparência e acompanhamento dos ativos sustentáveis
A B4 reforça que a manutenção de documentação atualizada e a possibilidade de verificação das informações das áreas que compõem um projeto são elementos fundamentais para o acompanhamento dos ativos sustentáveis.
O processo de auditoria permite identificar eventuais lacunas documentais e necessidades de regularização que possam afetar a continuidade do monitoramento do projeto.
No caso do Máxima, a identificação de documentação incompleta e das necessidades de regularização das áreas levou à decisão de deslistagem do ativo da plataforma.
A B4 reforça que processos de deslistagem fazem parte dos mecanismos necessários para preservar transparência, rastreabilidade e integridade no ambiente de negociação e custódia de ativos sustentáveis.
Links Oficiais:
Empresa – MÁXIMA CONSULTORIA AGRONÔMICA
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