Como funcionam as vendas de créditos de carbono?

Por Odair Rodrigues em

Do projeto ao mercado: como funciona a jornada de listagem?

Na B4, a construção de um projeto até sua chegada ao mercado acontece por uma jornada estruturada de listagem.

A B4 explica em detalhes como essa jornada em seus conteúdos de transparência funciona:

Como abrir sua conta na B4, a Primeira Bolsa de Ação Climática:
https://b4.capital/pt/como-abrir-sua-conta-na-b4-a-primeira-bolsa-de-acao-climatica/

Como listar projetos na B4, a Primeira Bolsa de Ação Climática:
https://b4.capital/pt/como-listar-projetos-na-b4-a-primeira-bolsa-de-acao-climatica/

Como funcionam os projetos na B4, a Bolsa de Ação Climática:
https://b4.capital/pt/como-funcionam-os-projetos-na-b4-a-bolsa-de-acao-climatica/

Os três conteúdos fazem parte de uma sequência criada para explicar o funcionamento da B4 de maneira prática.  

Para entender a venda, entretanto, vale olhar primeiro para o que acontece antes da venda.

1. Aplicação para listagem

O ponto de partida é a apresentação do projeto.

O originador envia os dados iniciais para que seja realizada uma avaliação prévia da viabilidade e da adequação aos critérios da B4.

É aqui que começa a transformação de uma iniciativa em um projeto preparado para entrar em uma infraestrutura de mercado.

2. Auditoria interna e externa

Depois da triagem inicial, começa uma análise mais profunda.

Documentos são verificados, informações são confrontadas e especialistas de empresas homologadas são envolvidos na avaliação do projeto.

Auditorias externas acrescentam uma camada independente de análise.

Na B4, essa etapa pode resultar no diagnóstico do projeto e encaminhar o ativo sustentável para as próximas fases de estruturação.

A B4 trabalha com um ecossistema de empresas especializadas homologadas para diferentes trabalhos técnicos.  

3. Proposta comercial

Com o projeto analisado e sua estrutura avaliada, é elaborada a proposta comercial para sua entrada no mercado.

Essa etapa também envolve processos de diligência corporativa, incluindo verificações relacionadas à identidade e à conformidade dos participantes.

A lógica é simples:

não basta saber o que é o projeto; também é preciso saber quem está por trás dele.

4. Registro na blockchain e transformação do ativo sustentável

Depois das etapas de análise e formalização, os dados relevantes do projeto são registrados em rede pública blockchain.

A tecnologia permite criar uma camada de registro imutável e rastreável para determinadas informações e movimentações do ativo.

É aqui que a tecnologia deixa de ser apenas uma palavra associada ao mercado de carbono e passa a cumprir uma função concreta:

registrar a história do ativo de maneira verificável.

Na B4, essa etapa também está relacionada à transformação dos dados e atributos do projeto em um ativo sustentável estruturado para o mercado.  

5. Certificado Digital do Crédito de Carbono

Com as etapas técnicas concluídas, o projeto avança para sua certificação e estruturação final.

Na arquitetura da B4, o certificado digital do crédito de carbono é emitido em formato NFT, associado ao registro do ativo sustentável na blockchain.

Isso cria uma representação digital rastreável que permite acesso ao ativo sustentável dentro da infraestrutura da B4.

É importante entender que o NFT, nesse contexto, não é o “impacto ambiental” por si só.

Ele funciona como uma representação digital vinculada às informações de rastreabilidade e registro do ativo sustentável dentro daquela infraestrutura.

Nessa etapa, com o projeto devidamente certificado, registrado, listado e com as auditorias contínuas também ocorre o registro em cartório, com a validação dos contratos inteligentes, além da emissão do Certificado de Crédito de Carbono em formato NFT e do Ativo Sustentável, que dá acesso ao crédito de carbono e documentos do projeto.

Dessa forma, são ampliadas a segurança institucional, a rastreabilidade e a transparência de todo o processo.

6. Abertura do Livro de Ofertas

Finalmente, o projeto chega ao mercado.

A abertura do Livro de Ofertas permite que o projeto seja apresentado aos interessados em adquirir e compensar ativos sustentáveis.

É nesse momento que começa uma nova etapa da jornada:

a comercialização dos ativos sustentáveis

E aqui existe uma mudança importante.

O projeto deixa de estar apenas sendo estruturado e passa a precisar conquistar a confiança do mercado.

Então, como acontece a venda?

Quando um projeto está listado, ele passa a ter exposição dentro da infraestrutura de mercado.

Isso não significa que o projeto será vendido automaticamente.

A listagem é o começo da exposição ao mercado, não o fim do trabalho.

O originador continua tendo responsabilidades.

É necessário manter as informações atualizadas, acompanhar o desenvolvimento do projeto, comunicar sua evolução e preservar a qualidade daquilo que foi apresentado.

É também nesse momento que indicadores como o Score dos Projetos ganham importância.

Quanto mais informação confiável estiver disponível, mais condições o comprador terá de avaliar aquilo que está adquirindo.

Normalmente, podemos identificar dois principais perfis de compradores de créditos de carbono.

De um lado, estão bancos, fundos e outros agentes que podem adquirir esses ativos com uma visão de longo prazo, buscando aproveitar uma eventual valorização do mercado. Nesse modelo, o ativo pode permanecer em carteira ou ser destinado a fundos e outras estruturas de investimento, para uma posterior negociação.

Do outro, estão as empresas que precisam realizar compensações, seja voluntariamente, seja em função das obrigações decorrentes do mercado regulado. Cada empresa possui sua própria estratégia de ação climática e pode realizar suas compensações de forma mensal, semestral, anual ou conforme o planejamento definido.

Nesse contexto, é importante que o originador se posicione publicamente e deixe claro qual é o período previsto para a compensação dos ativos disponibilizados.

Enquanto o ativo sustentável estiver aguardando a compensação, ele permanece em reserva. No momento em que uma empresa realiza efetivamente a compensação, os recursos correspondentes são liberados para o originador.

Isso significa que, quando não se trata de uma negociação independente para formação de carteira ou investimento de longo prazo, a decisão de aguardar um determinado período para a compensação precisa estar alinhada à estratégia do próprio originador.

Afinal, o projeto possui custos que existem hoje: auditorias, monitoramento, manutenção, gestão e todas as atividades necessárias para manter a integridade do projeto e, em muitos casos, manter a floresta em pé durante todo o período previsto.

Por isso, a sustentabilidade financeira do projeto também precisa fazer parte da lógica de comercialização do ativo sustentável.

Por isso B4 deu publicidade na arquitetura de análise baseada em seu Padrão de Acreditação e em 11 pilares de integridade, utilizados para acompanhar a qualidade dos projetos. E o IBAS também foi desenvolvido como uma ferramenta dinâmica de acompanhamento dos ativos sustentáveis, como uma resposta para o Originador e Compensador possa acompanhar os indicadores em tempo real.

O comprador não compra apenas uma tonelada de crédito de carbono

Imagine uma empresa que decide implementar uma estratégia climática.

Ela não deveria simplesmente perguntar:

“Quanto custa a tonelada?”

A pergunta mais importante deveria ser:

“O que existe por trás dessa tonelada?”

Quem originou o projeto?

Onde ele está?

Qual é sua metodologia?

Como as informações foram verificadas?

Qual é o impacto socioambiental?

Como o ativo é rastreado?

Quem são os responsáveis?

Como o projeto será acompanhado?

Qual é o risco?

Como a empresa poderá comprovar sua ação climática?

Essas perguntas transformam uma compra aparentemente simples em uma decisão estratégica.

E isso explica por que projetos de qualidade podem apresentar valores muito diferentes entre si.

Não existe uma única “tonelada de carbono” igual a todas as outras.

Existem projetos com diferentes metodologias, origens, riscos, impactos, níveis de integridade, custos de desenvolvimento e características ambientais e sociais.

Preço é consequência de uma combinação de fatores.

Na B4, como funciona a compra?

Na infraestrutura da B4, uma empresa interessada em realizar uma ação climática entra na plataforma, passa pelos processos de identificação e apresenta seu plano de ação climática.

A partir daí, dentro do modelo operacional da B4, a empresa realiza a aquisição do acesso ao ativo sustentável por meio do Utility Token utilizado na plataforma e realiza a troca pelo Certificado do Crédito de Carbono no Marketplace.

Com a compensação, é gerado o registro correspondente da ação climática, o Certificado de Ação Climática permitindo rastrear o projeto e a quantidade associada à operação.

O objetivo é que a operação não termine na compra.

Ela precisa deixar uma trilha.

Essa trilha é importante para o comprador, para o originador, para a plataforma, para os auditores e para o próprio mercado.

E o que acontece com o originador?

Essa é uma parte fundamental da discussão.

O dinheiro da venda não deveria simplesmente desaparecer em uma cadeia de intermediários até chegar, eventualmente, ao projeto.

O originador precisa ter clareza sobre a operação e sobre sua remuneração.

Isso é especialmente importante porque o projeto pode exigir investimentos durante muitos anos.

Imagine uma propriedade que precisa ser monitorada continuamente.

Uma floresta que precisa ser protegida.

Uma comunidade que precisa continuar recebendo benefícios.

Uma área que precisa de gestão.

Um sistema que precisa ser acompanhado.

Um projeto sustentável não termina quando uma tonelada é vendida.

E o Originador que precisa ser remunerado por este serviço.

O trabalho continua.

Por isso, o valor recebido pela comercialização precisa ser compreendido também como parte da sustentabilidade econômica do próprio projeto.

O originador não está apenas vendendo um crédito de carbono.

Em muitos casos, está financiando uma estrutura de proteção, conservação, restauração ou transformação territorial que precisa continuar funcionando.

O papel dos gestores, desenvolvedores e intermediários

Um mercado sofisticado, não vai eliminar intermediários.

Ele os torna melhores.

O desenvolvedor precisa desenvolver.

O auditor precisa auditar.

O jurídico precisa cuidar da segurança jurídica.

A certificadora precisa certificar.

A registradora precisa registrar.

O intermediário precisa agregar valor.

O banco precisa oferecer infraestrutura financeira.

A fintech precisa facilitar a operação.

A empresa precisa cumprir sua estratégia climática.

O regulador precisa criar regras claras.

A imprensa precisa informar.

E todos precisam ter acesso a informações confiáveis.

O problema não está na existência desses agentes.

O problema está quando uma camada existe sem agregar clareza, segurança ou eficiência.

Mercados maduros não são aqueles que possuem menos participantes. São aqueles em que cada participante sabe exatamente qual é sua responsabilidade.

A B4 como infraestrutura de confiança para o mercado

É nesse ponto que entra o papel da B4.

A B4, a Primeira Bolsa de Ação Climática, busca funcionar como um ponto de encontro entre quem origina ativos sustentáveis e quem deseja participar da ação climática.

De um lado estão fazendeiros, comunidades, empresas, desenvolvedores e outros originadores.

Do outro estão empresas, bancos, investidores, instituições e pessoas interessadas em participar de projetos de ação climática.

No meio dessa relação existe uma necessidade comum:

Confiança.

A B4 constrói essa infraestrutura utilizando tecnologia, blockchain, dados, ferramentas de inteligência, processos de diligência, rastreabilidade e mecanismos de acompanhamento.

A dimensão desse ecossistema também ajuda a entender a responsabilidade envolvida.

Em publicação recente, a B4 informou ter ultrapassado R$ 15,3 bilhões em custódia, mais de 1.350 projetos em sua esteira de estruturação e listagem, mais de 114 milhões de toneladas de CO₂e em desenvolvimento e mais de 299 milhões de toneladas em análise.  

São números que mostram por que a infraestrutura importa.

Quando um ecossistema reúne projetos dessa dimensão, a qualidade dos processos deixa de ser uma questão operacional.

Ela passa a ser uma questão de mercado.

Ferramentas para um mercado mais transparente

A infraestrutura da B4 não termina no Livro de Ofertas.

Ela inclui diferentes ferramentas destinadas a aumentar a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para o mercado.

B4 — Bolsa de Ação Climática

A plataforma conecta projetos de ação climática e participantes interessados em ativos sustentáveis.

https://bolsa.b4.capital

Índice B4 de Ativos Sustentáveis — IBAS

Acompanhe a volatilidade dos ativos sustentáveis listados na B4.

https://indices.b4.capital

IBAS – Índice B4 de Ativos Sustentáveis

A B4 descreve o IBAS como uma ferramenta viva, capaz de acompanhar diferentes dimensões relacionadas aos projetos e ao mercado.  

https://ibas.b4.capital

Boletim de Ativos Sustentáveis

Todos os dias, às 17h23, a B4 publica o fechamento dos ativos sustentáveis listados, permitindo acompanhar informações de mercado e movimentações.

https://b4.capital/pt/category/boletim

O boletim funciona como mais uma camada pública de transparência para participantes, clientes e imprensa.  

Score dos Projetos

O Score dos Projetos utiliza o Padrão de Acreditação B4 e seus 11 pilares de integridade para avaliar os projetos.

A proposta é transformar qualidade em informação que possa ser acompanhada pelo mercado, e não apenas em uma percepção subjetiva.

https://ibas.b4.capital

Agente do Clima

Ferramenta destinada ao diagnóstico da pegada de carbono de empresas e pessoas:

https://agentedoclima.com

Portal B4 de Imprensa

Uma plataforma independente de notícias e informações relacionadas à sustentabilidade e ao mercado de ativos sustentáveis:

https://portalb4.com

Relógio de Ação Climática

Uma ferramenta pública para acompanhar indicadores relacionados à ação climática e ao ecossistema B4:

https://b4.capital/pt/relogio-de-acao-climatica/

A soma dessas ferramentas ajuda a construir um posicionamento importante:

um mercado confiável precisa de informação antes, durante e depois da compensação.

Por que a regulamentação brasileira muda essa conversa?

O Brasil já deu um passo fundamental ao instituir o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, o SBCE, por meio da Lei nº 15.042/2024.

O objetivo do sistema é criar o marco regulatório do mercado regulado de carbono brasileiro, com mecanismos de precificação, monitoramento, relato e verificação das emissões.  

E o país está avançando na implementação.

Em 2026, o Ministério da Fazenda abriu consulta pública sobre uma proposta de cronograma para as obrigações de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV). A proposta prevê uma implementação gradual, com primeira etapa a partir de 2027, envolvendo setores como papel e celulose, ferro e aço em usinas integradas, cimento, alumínio primário, exploração e produção de petróleo e gás natural, refino de petróleo e transporte aéreo.  

É importante destacar: trata-se de um cronograma proposto no processo de regulamentação, e não de uma afirmação de que todas as regras do mercado regulado já estejam integralmente implementadas.

Mas a direção é clara.

O Brasil está construindo uma infraestrutura regulatória para transformar emissões, dados e ativos ambientais em elementos cada vez mais relevantes para a economia.

E isso aumenta a importância daquilo que já deveria ser prioridade hoje:

dados confiáveis, rastreabilidade, monitoramento, transparência e governança.

O próprio Ministério da Fazenda aponta, entre as frentes de implementação do SBCE, temas como alocação, comércio, rastreamento de ativos, conformidade, fiscalização e governança.

Esperar a regulamentação não é uma estratégia

Existe uma conclusão equivocada que pode surgir quando um mercado está em processo de regulamentação:

“Então é melhor esperar a lei ficar pronta.”

Na prática, para muitas empresas, pode acontecer exatamente o contrário.

Quanto mais a regulamentação avança, maior é a necessidade de construir capacidade antes que a obrigação chegue.

Uma empresa que deixa para medir suas emissões quando a exigência já estiver plenamente estabelecida pode descobrir que não possui dados históricos.

Uma empresa que nunca estruturou governança climática pode descobrir que precisa tomar decisões rapidamente.

Um projeto que não mantém documentação organizada pode encontrar dificuldades para comprovar sua integridade.

Um comprador que não possui critérios para avaliar ativos pode descobrir que precisa criar um processo de aquisição praticamente do zero.

Mercados maduros são construídos antes de serem exigidos.

O futuro das vendas de créditos de carbono

A tendência é que a venda de ativos sustentáveis deixe de ser uma relação baseada apenas em preço e volume.

A pergunta será cada vez mais:

Qual projeto?

Qual origem?

Qual qualidade?

Qual impacto?

Qual risco?

Qual rastreabilidade?

Qual histórico?

Qual governança?

Qual evidência?

E isso pode transformar profundamente a forma como empresas compram ativos ambientais.

O comprador do futuro não será necessariamente aquele que encontra o ativo mais barato.

Será aquele que consegue identificar o ativo mais adequado para sua estratégia climática, dentro de critérios claros de qualidade, risco, impacto e rastreabilidade.

Ao mesmo tempo, originadores que estruturarem projetos com qualidade terão melhores condições de demonstrar seu valor.

É uma mudança importante.

O mercado deixa de premiar apenas a existência de um crédito de carbono e começa a valorizar cada vez mais a qualidade da história que existe por trás dele.

Afinal, como funcionam as vendas de créditos de carbono?

Podemos resumir a jornada desta forma:

1. Um projeto nasce.

Existe uma iniciativa concreta de conservação, restauração, redução ou remoção de emissões.

2. O projeto é estruturado.

Dados, documentação, metodologia, território, governança e demais informações são organizados.

3. O projeto é analisado.

Auditorias, verificações e diligências ajudam a avaliar sua integridade.

4. O ativo sustentável é registrado e estruturado.

Tecnologia e mecanismos de registro ajudam a criar rastreabilidade. *Este processo dependem de fatores como Janela de Listagem da B4, Jornada e entrega do originador durante o fluxo de listagem e agenda de empresas homologadas para realização de trabalhos técnicos.

5. O projeto chega ao mercado.

O ativo sustentável passa a ser apresentado a potenciais compradores.

6. O comprador avalia.

Preço é apenas uma parte da decisão. Qualidade, impacto, origem, risco e confiança também importam.

7. A compra acontece.

O comprador adquire o ativo de acordo com a estrutura da plataforma e da operação.

8. A ação climática é registrada.

A operação gera uma evidência rastreável da relação entre comprador, projeto e ativo.

9. O projeto continua.

E talvez essa seja a parte mais importante de todas.

A floresta continua precisando ser protegida.

A área continua precisando ser monitorada.

A comunidade continua precisando ser beneficiada.

O projeto continua precisando ser administrado.

O impacto precisa continuar existindo.

Um mercado de alto valor precisa de uma infraestrutura à altura

Falar sobre venda de créditos de carbono é, no fundo, falar sobre confiança.

Porque uma única unidade pode representar apenas uma tonelada de CO₂e.

Mas, por trás dela, pode existir uma floresta inteira.

Pode existir uma propriedade rural.

Pode existir uma comunidade.

Pode existir uma cadeia de profissionais.

Pode existir uma operação de milhões de dólares.

Pode existir um compromisso ambiental de décadas.

Pode existir uma estratégia climática corporativa.

E pode existir uma responsabilidade que ultrapassa as fronteiras de uma única empresa ou de um único país.

É por isso que o mercado precisa amadurecer.

Não para dificultar a entrada de novos projetos, mas para que os bons projetos tenham condições de se destacar.

Não para afastar intermediários, mas para que cada intermediário agregue valor.

Não para tornar a compra mais complexa, mas para tornar a decisão mais segura.

Não para criar burocracia, mas para criar confiança.

O Brasil possui uma oportunidade extraordinária de liderar a nova economia climática.

Mas liderança não se constrói apenas com território, volume ou potencial.

Constrói-se com qualidade, transparência, tecnologia, governança e confiança.

É nesse espaço que a B4 atua: construindo uma infraestrutura para aproximar quem origina ação climática de quem deseja apoiá-la, transformando informação em inteligência, projetos em ativos sustentáveis e tecnologia em rastreabilidade.

Porque, no fim, vender um crédito de carbono não deveria significar simplesmente vender uma tonelada.

Deveria significar transformar impacto ambiental real em um ativo sustentável que o mercado consegue compreender, acompanhar e confiar.

Conheça a infraestrutura da B4, Bolsa de Ação Climática

B4 — Bolsa de Ação Climática
https://bolsa.b4.capital

Índice de Ativos Sustentáveis
https://indices.b4.capital/

Índice IBAS B4
https://ibas.b4.capital/

Boletim de Ativos Sustentáveis B4
https://b4.capital/pt/category/boletim/

Agente do Clima
https://agentedoclima.com

Portal B4 de Imprensa
https://portalb4.com

Relógio de Ação Climática
https://b4.capital/pt/relogio-de-acao-climatica/

Aplicação para Projetos Sustentáveis
https://b4.capital/pt/listagens-b4/

Blog da B4
https://b4.capital/pt/blog/

Como abrir sua conta na B4
https://b4.capital/pt/como-abrir-sua-conta-na-b4-a-primeira-bolsa-de-acao-climatica/

Como listar projetos na B4
https://b4.capital/pt/como-listar-projetos-na-b4-a-primeira-bolsa-de-acao-climatica/

Como funcionam os projetos na B4
https://b4.capital/pt/como-funcionam-os-projetos-na-b4-a-bolsa-de-acao-climatica/

Fontes regulatórias sobre o SBCE:
https://www.gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/mercado-de-carbono/sobre

https://www.gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/mercado-de-carbono/roteiro-de-implementacao

https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/julho/aberta-consulta-publica-sobre-proposta-de-cronograma-para-monitoramento-relato-e-verificacao-mrv%29-no-mercado-regulado-de-carbono

Escrito por
Odair Rodrigues – CEO e Fundador da B4, A Primeira Bolsa de Ação Climática

https://www.linkedin.com/in/odair-rodrigues


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