‘Taxonomia nacional’ prevista para agosto, será pilar para agenda sustentável da COP 30

Ministério da Fazenda (MF) anunciou nesta quarta-feira (19) durante evento: “Rumo à COP30: Transparência, Taxonomia e o Papel das Empresas na Agenda”, promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em São Paulo, que estima para agosto a publicação dos cadernos finais da taxonomia sustentável brasileira, iniciativa que busca classificar atividades econômicas com base em critérios objetivos de sustentabilidade, em alinhamento com padrões internacionais.
A Taxonomia Sustentável Brasileira é um sistema que identifica e classifica quais atividades econômicas são sustentáveis. É um catálogo que identifica e define, com base científica e de forma objetiva, atividades econômicas, ativos e projetos que contribuem para objetivos ambientais, econômicos e sociais estabelecidos pela sociedade brasileira.
Conforme a definição da Associação Internacional de Mercado de Capitais (ICMA, 2021), a taxonomia estabelece critérios e indicadores que permitem avaliar se uma atividade promove a sustentabilidade e a transição para uma economia verde.
A ferramenta orienta investidores e empresas na escolha de investimentos que realmente beneficiem o planeta e a sociedade, reduzindo os riscos do chamado “greenwashing” – prática em que empresas alegam adotar medidas sustentáveis, mas não as implementam de fato.
Uma taxonomia funciona como um instrumento estratégico para mobilizar e redirecionar fluxos de capital para investimentos essenciais no combate à crise climática.
O MF, por meio Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, vem construindo uma série de propostas para finanças climáticas globais a serem apresentadas na COP30 em Belém, presidida pelo Brasil. Dentre as medidas de caráter concreto, merecem destaque especial a Coalizão para Integração dos Mercados de Carbono e o Fundo Global Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), medidas que já estão em negociação com outros países e organismos multilaterais
Após a publicação de um plano de ação e da primeira versão dos cadernos técnicos, apresentados nas COPs de Dubai e Baku, a proposta passou por uma consulta pública de três meses. A expectativa é concluir o processo regulatório nos próximos meses, e que em agosto se consiga publicar os cadernos finais.
Fonte: Ministério da Fazenda
0 comentários